27 de dez de 2011

Há Controvérsias 2 - Ronaldo Werneck


Olhaí, pessoal:
o lançamento do meu Há Controvérsias 2
em Florianópolis será no próximo dia 13,
uma sexta feira. Um dia de muita sorte.
RW



Postado por Kimura


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Ronaldo Werneck - Por Manoel Hygino dos Santos - Publicado no jornal Hoje em Dia, de 27.12.2011

Manoel Hygino dos Santos

Interrompo a leitura de "Olhos vesgos de Maquiavel", de Fernando Cesário, para uma espiada em alguns dos muitos livros de Ronaldo Werneck. Do primeiro autor, já dissera Luiz Ruffato ser prova indiscutível de que é possível fazer excelente literatura fora dos grandes centros. A história de amor do romancista elogiado exige cuidadosa reflexão. Enquanto isso, passo os olhos por alguns trabalhos de Werneck. Ambos são de Cataguases e se entendem.A mesa de Ronaldo, ou com Ronaldo, está posta: "Há controvérsias 1 (1987-2003)"; "Humberto Mauro revisto por Ronaldo Werneck"; "Noite americana Doris: Day by Night"; "Há controvérsias 2", "Minerar o branco"; e, de quebra, o CD "Dentro Fora da Melodia, que papo é esse, poeta?". Poesia e prosa, para quem gosta de prosear, contar casos, lembrar coisas boas... e ruins também, uma parte apenas da produção do fecundo autor de Cataguases, que não é apenas mais um, porque tem caminhos próprios e ideais muito pessoais. Ronaldo não ganhou expressão nacional à toa, evidentemente.Goleiro de seu time na gloriosa cidade natal, aqui periodicamente evocada por motivos óbvios, Ronaldo não é lugar comum. Os textos das crônicas são cheios de malícia, mas refletem as numerosas verdades humanas - Afinal, o que é verdade? Quem o traz consigo e a diz? - não está assim no julgamento de Jesus?Na poesia, é aquilo que disse Savary, a Olga: "Caracol entre montanhas, entre mata e asfalto, convívio e consentida solidão, ensimesmado, labirinto de si mesmo, Acqua em vida ardente, assim vai a vida por um cio, a vida-poesia. Contando cidades e gentes, amigos, a poesias de RW é semente, pandorga, cor, usina, ofício, solidão, crença, humor, amor." E ainda mais, que o parágrafo não comporta.Outro Ronaldo, o Cagiano, que mora em São Paulo presentemente, mas cujo berço é a mesma cidade da Mata mineira, opina: "Da poesia aos cinema, da música ao teatro, da ficção às artes plásticas, da política ao futebol, os textos werneckanos permitem ao leitor viajar na companhia de uma mirada analítica e eclética, muitas vezes permeada de indulgente dose de humor".Werneck, de fato, não consegue manter-se fiel a uma escola ou gênero. Extravasa, e consegue surfar em águas encapeladas, como relata elegantemente em textos nada fieis a mestres exemplares do passado e contemporâneos.Sem embargo, o essencial é que vale a pena ler a produção de um escritor que tem presença forte nas letras patrícias. Conhecendo pessoas e terras, e bons e maus escritores, daqui e dalhures, consegue prender-nos à sua obra, que é rica e florida, embora não tão chã como pensaria algum Pero Vaz Caminha moderno.O leitor se aproxima de pessoas, lugares e coisas, de que se ouve falar pela televisão, pelo rádio, pelas revistas. RW conviveu com elas e sabe segredos muitos, alguns dos quais pode contar. As outras, ficam para depois. E, no mais, é como disse Drummond: "Minas não é palavra montanhosa./É palavra abissal. Minas é dentro/ e fundo".

Postado por Kimura